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Assédio nos Transportes

Assédio nos Transportes
Assédio no Transporte: O Espaço é Público, o Corpo NÃO é.
O transporte público é um direito. Ele deveria ser um espaço de mobilidade e liberdade. No entanto, para muitas pessoas – especialmente mulheres – ele se torna um cenário de medo, constrangimento e violência.

O assédio nos transportes (seja no ônibus, metrô, trem ou aplicativos de carona) não é um "mal-entendido", um "elogio" ou uma "brincadeira". É um crime que viola a dignidade e a liberdade de ir e vir.

Você sabe identificar o que é Assédio?
Às vezes, a dúvida ou o medo de estar exagerando paralisam a vítima ou as testemunhas. É fundamental deixar claro: qualquer comportamento indesejado de natureza sexual é assédio.

Isso inclui:

Contatos físicos não consentidos: Encostar, roçar, "dar sarrada", beijar ou apalpar.

Comentários ofensivos: "Fiu-fiu", cantadas agressivas, comentários obscenos sobre o corpo ou a roupa.

Gestos obscenos ou exibicionismo.

Olhares intimidadores e insistentes.

Perseguição dentro da estação ou ao desembarcar.

Fotografar ou filmar a pessoa sem consentimento (em partes íntimas ou de forma invasiva).

O que fazer se você for Vítima?
Nós sabemos que a primeira reação é o choque e o medo. Mas, se possível, tente agir:

Fale (ou Grite): Se sentir segura, diga em voz alta: "Não me toque", "Afaste-se", "Isso é assédio". Chamar a atenção das outras pessoas pode inibir o agressor.

Peça Ajuda: Dirija-se imediatamente ao motorista, cobrador, segurança da estação ou use o botão de emergência (se houver).

Identifique Testemunhas: Tente notar se alguém viu e peça o contato dessa pessoa.

Registre o Boletim de Ocorrência: O B.O. é essencial. No Brasil, o crime de Importunação Sexual (Lei 13.718/2018) prevê pena de 1 a 5 anos de prisão. Você pode fazer o B.O. online na maioria dos estados.

O papel de quem vê (A Testemunha)
O silêncio é o maior aliado do assediador. Se você presenciar um assédio, sua atitude é crucial. Não seja indiferente.

Acolha a vítima: Pergunte: "Você está bem? Precisa de ajuda?". Isso quebra o isolamento dela.

Intervenha de forma segura: Se não quiser confrontar diretamente, você pode criar uma distração (ex: perguntar as horas ao agressor para separá-lo da vítima).

Sirva de testemunha: Se disponha a depor ou acompanhar a vítima até um funcionário ou policial.

Restaram dúvidas, consulte um advogado.